Nesses últimos dias, muito se discutiu nos blogs vizinhos sobre etiqueta nos comentários, reciprocidade, opiniões mal interpretadas, pedidos de desculpa e etc.
Tudo isso me lembrou algo que aconteceu comigo há um tempo atrás, em outro blog que eu escrevia sozinha e não tinha o menor ibope. Fiz um post sobre as alianças que compramos em uma loja famosa aqui no EUA. Falei também sobre a febre que é essa marca por aqui e da caixinha que toda menina sonha um dia ganhar. Um post super "inha inha"!
O único comentário que recebi foi o seguinte:
Anônimo: - Ui, peidei!
O peido em si veio embutido de criticas, e eu as entendi. Acho que o anônimo pensou que eu fosse alguém bem frufru e que por ai me chocaria com isso. Ai ai, mas o efeito foi contrario. Na verdade, achei tão espirituoso, que dou boas gargalhadas quando me lembro disso. Ontem mesmo, não podia dormir, pois não parava de dar risada.
Concordo com tudo o que se discutiu sobre educação, respeito, reciprocidade, mas acho que também é preciso ter uma boa dose de humor! Não estou com isso fazendo um convite as agressões gratuitas alheias. Até porque moderamos nossos comentários. Aqui é a nossa casa e temos esse direito. Porem, acho que publicaria o comentário acima, sei lá...
Eu entendo que há casos de agressões e bullying virtual, mas eu ainda não vi nada assim por ai. Pelo menos, não nos blogs que leio. Realmente é preciso ter muito cuidado com o que se diz, pois nunca sabemos o que se passa na cabeça da pessoa que esta sentada do outro lado do computador e a consequência de uma opinião mal dada na vida dela. Porem, apesar de dividirmos um pouco de nossas vidas aqui, não acho que devemos levar tudo para o lado pessoal. O blog é só uma pequena amostra do que somos, tantas coisas mais acontecem nas nossas vidas.
Com certeza o anonimo não sabe tudo sobre mim, nem a minha real opinião sobre as futilidades da vida, mas ele não teve a oportunidade de conviver comigo. Ou quem sabe, era alguém que me conhece e quis fazer graça!
Nesse mundinho lúdico aqui, também devemos cultivar a espontaneidade e as afinidades.
Houve um tempo na minha vida que eu esperava somente flores do mundo. Hoje eu sei que o mundo não tem somente flores a oferecer, mas eu já aprendi a cultivar a minhas. Reflito sempre sobre as criticas, até as amarguradas e destrutivas, mas os anos sozinha em outro pais me ensinaram a valorizar também tudo de bom que tenho.
Um peidinho jamais estragaria o meu dia!